Após reunião na presidência da Câmara, realizada na tarde desta terça-feira (9), ficou decidido que os líderes vão consultar as respectivas bancadas para verem a possibilidade de adiar a votação das Propostas de Emenda à Constituição (PECs) para depois das eleições de outubro. Nesta quarta-feira (10), os representantes das bancadas se reúnem novamente para apresentar, às 14h, uma agenda com pelo menos cinco propostas prioritárias que devem ser votadas ainda neste semestre. Para o líder do Democratas na Câmara, Paulo Bornhausen (SC), é preciso achar um caminho para o melhor andamento das atividades. "Por um lado, é um ato muito forte travar a votação de uma emenda, mas ao mesmo tempo há uma indústria da PEC dentro da Casa", ressaltou o parlamentar que é a favor do debate em torno da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 30/07. O projeto aumenta o período obrigatório de licença-maternidade de quatro para seis meses. "Defendo a discussão dos 180 dias. É um direito que precisamos defender para as crianças", acrescentou. Durante a reunião de líderes, foi cogitada a possibilidade de votar a matéria que autoriza o funcionamento de bingo. A medida foi contestada pelo líder do Democratas. "Não vejo problema quanto ao jogo, mas sou a favor do jogo regulamentado. Temos que ter cuidado com essas matérias, uma vez que a Casa acabou incorporando o espírito do lobby e tem votado matérias sem a devida análise", disse. Entre as propostas que devem ser votadas hoje pelo plenário da Câmara está o PLP 543/09, do Executivo, que reestrutura as forças armadas, o Projeto de Lei (PL) 203/91 que trata da gestão de resíduos sólidos e a PEC 590/06 que garante a participação de uma mulher na Mesa Diretora.
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